No contexto das celebrações do Dia Mundial da Biodiversidade (22 de maio) e do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), o Museu de História Natural de Maputo promoveu uma série de exposições itinerantes em escolas secundárias e comunidades, com o objetivo de fortalecer a consciencialização sobre o meio ambiente.
Com as suas instalações temporariamente encerradas para obras de requalificação, o museu tem vindo a desenvolver novas formas de manter ativa a sua missão educativa, adaptando-se ao contexto atual e ampliando o seu alcance territorial: levando o conhecimento até onde ele é mais necessário — nas comunidades e nas escolas.
A iniciativa, intitulada “O Museu Até Você”, teve lugar em duas instituições de ensino: Escola Secundária de Nwamatibjane, nos dias 29 e 30 de maio, e Escola Secundária de Incassane, nos dias 5 e 6 de junho.
Na sua primeira edição, os estudantes participaram numa palestra interativa sobre biodiversidade, seguida de uma visita guiada a uma exposição montada numa das salas das escolas. O momento proporcionou descobertas sobre a importância da conservação da vida em todas as suas formas e reforçou o apelo à participação ativa na redução da poluição plástica.
A atividade despertou o interesse de muitos alunos da área de Ciências Naturais, especialmente os que estudam Biologia, motivando-os a imaginar futuras carreiras ligadas à conservação, investigação científica e trabalho museológico Paralelamente, e de forma inédita, o Museu levou também a sua exposição a duas comunidades: Incassane, na Katembe (nos dias 6 e 7 de junho), e Nwamatibjane, na
Matola (13 e 14 de junho). A atividade abrangeu todas as faixas etárias — desde crianças até adultos — e ofereceu uma experiência educativa e interativa, com destaque para áreas como entomologia, educação ambiental e taxidermia. Esta é apenas a primeira paragem da iniciativa. Em breve, novas escolas e comunidades também irão receber a visita do museu itinerante, reforçando o compromisso de levar a educação científica e ambiental para além dos muros institucionais.
A realização desta atividade foi possível graças à colaboração entre o Museu de História Natural de Maputo, o projeto Clima de Mudanças e o projeto COREBIOM. O projeto COREBIOM é financiado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, sendo implementado através de uma parceria entre a Universidade Sapienza de Roma, a Estação Zoológica Anton Dohrn e a organização WeWorld.
Encerrado temporariamente desde outubro de 2023, o Museu de História Natural de Maputo aproxima-se da reabertura com importantes avanços na sua requalificação. Durante os meses de junho e julho de 2025, o local recebeu diversas missões técnicas que marcam uma fase crucial deste processo.
De 25 de junho a 8 de julho, uma delegação do Departamento de Arquitectura da Universidade Sapienza de Roma esteve em Maputo para acompanhar de perto a execução das obras.
Liderada pelo Prof. Andrea Grimaldi, juntamente com Chiara Rotondi e Roberto Germanò — autores do desenho e adaptação arquitetónica do projeto —, a visita teve como objectivo assegurar que os trabalhos estejam em total alinhamento com a proposta inicialmente concebida.
A presença dos arquitectos nesta fase reforça o compromisso com a qualidade, o rigor técnico e a valorização do património cultural e científico do país.
Enquanto a empresa de construção avança com os acabamentos nas áreas internas e externas do edifício, uma equipa de especialistas trabalha intensamente na restauração dos espécimes, no desenvolvimento dos ambientes cenográficos e na finalização da nova identidade visual do museu.
Trata-se da equipe da Wild Art Project que para além disso deu início à nova etapa de pintura e montagem dos elementos cenográficos.
A intervenção continua a ser realizada em estreita colaboração com os taxidermistas do Museu, que estão a receber formação prática em técnicas especializadas de pintura e acabamento.
O objectivo mantém-se: capacitar a equipa local para que, no futuro, possa garantir a conservação e actualização das exposições de forma autónoma e contínua.
Além das melhorias estruturais e museográficas, a requalificação do Museu de História Natural de Maputo incorpora também avanços significativos em termos de acessibilidade. Foram criadas infraestruturas como uma rampa de acesso e um elevador, que permitirão a circulação de pessoas com deficiência física em todos os níveis do edifício.
Esta componente reforça o compromisso do projeto com a inclusão e garante que o museu seja, de facto, um espaço acessível a todos os públicos.
O projeto de requalificação é financiado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento e implementado numa parceria entre a Universidade Sapienza de Roma, a Estação Zoológica Anton Dohrn e a organização WeWorld.